A idéia aqui é semanalmente postar uma Playlist de 10 a 15 músicas para diversas situações ou lugares da vida. Tanto as músicas como a sequência são parte fundamental dessas Playlists. Essas são as Rock´n´lists. Seus comentários sobre as Rock´n´lists ou mesmo sugestões sobre novas situações são os que darão vida a este blog. Enjoy!
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mergulhar com Tubarão Branco na África do Sul

A adrenalina de mergulhar no meio do tão poderoso Tubarão Branco é um grande contraste para a paz e calmaria dos mergulhos tradicionais. É verdade que há todo um aparato de segurança, mas o coração bate muito forte! Rock´n´list para acompanhar a animação, ansiedade, tensão e êxtase da aventura.


Lá vai:

1. Eric Clapton - Motherless Child
2. Canned Heat - On The Road Again
3. Beck - Devils Haircut
4. Audioslave - Gasoline
5. Velvet Revolver - Big Machine
6. Ozric Tentacles - Dissolution (the Clouds Disperse)
7. Sepultura - Refuse/Resist
8. Whitesnake - Steal Your Heart Away
9. Tito & Tarantula - Angry Coachroaches
10. Chickenfoot - Soap on a Rope

Dia de sol. Bem cedo nos econtramos no pier numa vila de pescadores chamada Gansbaai na África do Sul. Ao som de Clapton e seu violão, Motherless Child dá o tom do clima de mar e sol. Vamos embarcar rumo ao alto mar onde mergulharemos, dentro de uma gaiola claro, com os famosos Tubarões Brancos. Expectativa, adrenalina e medo caminham juntas. O barco chega e somos convidados para entrar ao som de Canned Heat. Essa música é muito divertida! Tomamos nossos assentos e vamos navegando devagar rumo ao nosso destino. Se tivesse um whisky agora, estaria perfeito. A medida que vamos avançando, começa o som do Beck. Um som muito divertido e original. Para mim, bastante moderno (por mais clichê essa observação possa parecer mas é assim mesmo que eu vejo esse som, moderno) mas nem um pouco chato como muito das coisas "moderninhas". Chegamos ao nosso ponto de mergulho e os instrutores pedem que nos agrupemos para um curso express para encarar o grande branco, que para mim é a criatura mais fascinante de todo o planeta pela sua força, aparência e aura de mistério. Chris Cornell e o pessoal do RATM com Gasoline começam a aumentar a temperatura e a tensão do momento; tá ficando real. Acho o Tom Morello um dos guitarristas mais inovadores da atualidade; seus solos, via de regra, são imprevisíveis. É sempre um grande prazer ouví-lo. Terminada a "longa" aula. Junto com a chegada do Slash e seu Velvet Revolver, começamos a colocar as roupas de neoprene, lastros, nadadeiras, máscara, regulador, cilindro. Assim que a gaiola começa a baixar para a água, o som cósmico do Ozric Tentacles começa a tocar. Essa é uma banda de progressivo; uma banda fora de seu tempo (parece um Yes dos anos 70 com a psicodelia do Pink Floyd da era Sid Barret, apesar de ser um som dos anos 90). Um som diferente, bem feito e muito recomendável. Já se pode vê-los nadando ao redor do barco! Empolgação e tensão juntas. A gaiola está na água. E lá vamos nós. Entrando na gaiola ao som do Sepultura; a bateria do Igor e as guitarras do Max e do Andreas criam o clima perfeitíssimo. E lá vem os bichões na nossa direção: Refuse/Resist!!! Uaaaaaaaaaaaaau! Os tubarões são enormes, podem pesar mais de 7 toneladas e medir mais de 7 metros. É impossível dizer-se tranqüilo com as primeiras investidas deles. Imagino o que deve ser uma foca pequenina e solta no mar quando vê essa imagem na sua direção. Conforme passam os minutos, a respiração diminui um pouco e você já consegue de fato enxergá-los e curtir o momento. Aqui, uma música do CD novo do Whitesnake harmoniza perfeitamente. Essa música é muito legal; tem um pouco de tudo o que o Whitesnake já fez mas com um tempero mais forte do Slide It In; recomendo. Hora de voltar ao barco, 100% realizado. Esses mexicanos do Tito & Tarantula fazem um grande som; grandes guitarras e violões. A primeira vez que eu ouvi essa banda foi num filme do Tarantino (Um Drinque no Inferno); acho que são amigos do Robert Rodriguez. Que empolgação! No caminho de volta ao pier, Soap on a Rope do "projeto de verão" de grandes caras do rock. Acaba tendo muito a cara do VH por conta do Sammy Hagar principalmente mas a guitarra do Satriani dá o ar da novidade. Perfeita para deitar ao sol na popa do barco e ficar revendo, de olhos fechados, os lindos tubarões e todo o explendor de sua força. De arrepiar!!!

É isso, mais uma Rock´n´list inusitada. Mergulhar com tubarões não se faz todos os dias, né? Assim mesmo espero que tenham se divertido. Nos vemos na próxima semana!

domingo, 13 de março de 2011

Ser um Rockstar no Chuveiro

Todos os amantes do bom e velho rock´n´roll sempre tem o sonho de ser um grande rockstar, principalmente quando se pega cantando a todos os pulmões uma grande música ou mesmo dedilhando solos de guitarra no ar ou destruindo bateriais imaginárias. Que outro lugar pode ser mais interessante para compor o palco do que o chuveiro? De posse de uma escova de cabelo, que funciona como microfone, começamos o nosso grande show de rock.


O setlist proposto:

1. Sepultura - Territory
2. Whitesnake - Give Me All Your Love
3. Deep Purple - Smoke on the Water
4. Led Zeppelin - Kashmir
5. David Coverdale - Last Note of Freedom
6. Ozzy Osbourne - Crazy Train
7. AC/DC - Jailbreak
8. Def Leppard - Animal
9. Aerosmith - Dream On
10. Iron Maiden - The Number of the Beast
11. Van Halen - Why Can´t This Be Love
12. the Doors - Light My Fire
13. Elvis Presley - A Little Less Conversation

Antes de mais nada, não quero que me chamem de anti-ecológico, assim que muitas vezes o chuveiro ficou desligado ao longo das performances. Na verdade, ele foi usado muito como os flashlights do palco. Entrando no palco, começo minha primeira música como baterista (dedos indicadores em riste e lá vamos nós). A introdução do Igor Cavalera em Territory é muito boa: pegada, ritmo e técnica. Um grande baterista que, na minha opninião, junto com o Max davam o espírito do Sepultura. Para mim, a sujeira do Max fazia a diferença e com a sua saída, a banda nunca mais foi a mesma. Gritar "war for territory" logo na primeira música, exorcisa seus demonios mas destrói a sua garganta. Aí vem o Whitesnake: Coverdale e John Sykes mandaram muito bem mas hoje, eu vou de vocal e também toco os solos do Sykes, deixando que ele me suporte com os riffs da base (hahaha). Outro grande vocalista de rock, assim como o Coverdale, o Gillan me chama ao palco para compartilhar os vocais de Smoke on the Water (mas não sem antes passar pelos instrumentos durante a introdução). Fizemos um belo dueto em "smooooooooke on the waaateeer" e bangeamos ao som do riff fantástico do Blackmore (tan tan tan ... tan tan tanan ... tan tan tan ... tan taaaaaan). Outra lenda vocal do rock sobe ao palco para dividirmos Kashmir. O Plant foi simplesmente impressionante! Mais uma vez, os riffs do Page são tão fantásticos como os vocais do Plant e por isso, enquanto canto, vou mandando ver na air guitar para fazer a base de Kashmir. Quando o Coverdale volta ao palco, agora como solo, eu fico apenas contemplando seu vocal, mas na hora em que ele canta sozinho, é impossível não soltar a voz: " ... I know the suffering will end, my friend. When the last note of freedom is rung throughout the land ...". O eco do banheiro contribui para o clima do show e acho que estou mandando benzásso! Depois do momento: maiores vocalistas do rock, vamos a atitude mais rock´n´roll que conheci com o grito de " All aboard !!!". Eu li o livro Eu Sou Ozzy e o cara é muito mais maluco do que eu pensava. Essa música, prima pelos riffs do inesquecível Randy Rhoads. Um músico espetacular e, segundo o livro, uma pessoa incrível. Por isso, nesta etapa do show, prefiro dobrar a guitarra do RR. Chego a tocar de joelhos o solo de Crazy Train. E já que estamos no período "atiitude" do show, nada melhor que AC/DC. Impossível não bangear a cabeça como o Angus ao longo da música (e aqui, atenção: atitude muito perigosa! garanta que seus pés não têm sabão, senão ... hahahaha). Outro som muito legal: Def Leppard. Atitude? Está na letra: " ... I need your touch, don´t need your love ...". Outro exemplo de atitude? Rick Allen. O baterista que, mesmo após perder seu braço, reinventa sua forma de tocar e volta aos palcos com sua banda! Rock´n´roll! E por falar em ressurgir das cinzas, o Aerosmith é um especialista no assunto. Aqui, peço para que o Steve Tyler suba ao palco para compartilharmos Dream On. Fiquei maluco com essa música quando ouvi ao vivo o grito no final da música no show do Morumbi de uns 15 anos atrás. Quase derrubou uma parte da arquibancada! Six ... six, six ... the number of the beast. E lá vamos nós de Iron Maiden. Dispensa adjetivos. Para mim, muito divertido. Resolvi, por mais que eles nunca tenham usado isso, fazer um moicano com o shampoo para melhorar o estilo. Os teclados do Van Halen, anunciam a nova música. Confesso que, como grande fã da banda, fiquei preocupado com o que viria por aí sem o DLR. Em resumo, adorei! Essa foi a primeira música que ouvi do 5150 e adorei essa nova banda. Altíssimo astral nesse momento do show. Já estamos nos encaminhando para o final, assim que vamos com as duas últimas músicas clássicas. Arranco com o eterno Jim Morrison e a eterna Light My Fire e encerro o show com o Rei do Rock, Elvis Presley. Todo mundo sempre gosta de fazer o vozeirão dele (e todos achamos que estamos iguaizinhos). De alma lavada literalmente, termino a minha apresentação. Um pouco de bateria, algo de guitarra e muito vocal.

Saio do banheiro pronto para a sessão de autógrafos mas acho que os seguranças devem ter barrado os fãs pois não há ninguém por aqui. Espero que tenham gostado do show pois eu me diverti muito!

See ya!!!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Chivas 18 anos cowboy

Vou começar meu blog montando uma Rock´n´list para tomar um Chivas 18 anos sem gelo. Parece um bom começo!



Minha sugestão seria (nesta ordem):
1. Rush - La Villa Strangiato
2. Judas Priest - Breaking the Law
3. Motorhead - Ace of Spades
4. Iron Maiden - Rime of the Ancient Mariner
5. Whitesnake - Ain´t No Love in the Heart of the City
6. Led Zeppelin - Whole Lotta Love
7. Scorpions - Big City Nights
8. Rainbow - Long Live Rock´n´roll
9. AC/DC - It´s a Long Way to the Top
10. ZZ Top - Gimme All Your Lovin´

Com um copo baixo de Chivas 18 sem gelo na mão, sento numa poltrona e ... toda a maestria do Rush começa a rolar. Como 3 caras fazem tudo isso? Tento batucar (ainda 100% sóbrio) mas o Neil Peart não repete 3 compassos seguidos! Sigo pelos quase 10 minutos da música me divertindo com a grande virtuosidade e fantástica harmonia deles. Aliás, o Chivas também é fantástico! O Judas começa e o espírito "easy rider" toma conta da session. Não, eu não gosto de motos nem nunca usaria aquelas roupas de couro do Rob Halford, mas é rock´n´roll de atitude. Ouvir o British Steel completo não seria uma má idéia nesse momento. O Chivas já vai mais da metade e o peso do Motorhead cai como uma luva. A sujeira do Lemmy (mais um rostinho meigo na cena rock´n´roll) é a alma do som. Lembro dele declarando na Rolling Stone que:  "Se você baixou música do Motorhead sem pagar, então me deve dinheiro"; que medo! hahaha. Rime of the Ancient Mariner ... quase 15 minutos de música; 5 músicas numa só. A capa do Powerslave também era um show. Que saudades dos LPs agora. Pegar aquelas capas gigantes e ficar curtindo o som e descobrindo tudo o que Derek Riggs desenhou ali era simplesmente fantástico. A essa altura, o copo já esvaziou, então um blues do Whitesnake para fazer um refill do Chivas. Como diz um grande amigo meu: "O Coverdale pega mulher pelo telefone. A voz do cara é incrível!". É a mais pura verdade! E o cara vive chorando pelos cantos como se um dia faltasse alguma mulher menos que espetacular para ele! Em outro post vamos fazer as contas de quantas mulheres ele já agarrou. De volta à poltrona, Jimmy Page entra em cena. Que som de guitarra! Que riff! Whole Lotta Love é fantástica hoje; imagine só o impacto que ela causou quando apareceu em 1969. Com o som diretamente na minha frente (e alguns goles mais de Chivas), estou passando da direita para a esquerda e de volta à direita seguindo os gemidos do Plant. Uau!!! A retomada da música empolga qualquer um!!! E por falar em empolgação, penso em ficar de pé, cantando ao lado do Klaus Meine no Rock in Rio de 1985. Aliás, vai ter show do Michael Schenker por esses dias. O Dio se foi mas suas músicas são imortais. Long Live Rock´n´roll é um clássico do Rainbow; Vida Longa ao Rock´n´roll! E eis que vem o Bon Scott (outro que já se foi) com uma música que costumo dizer, poderia rolar por umas 2 ou 3 horas numa jam que ninguém ficaria de saco cheio. É muito boa pois te dá a plena convicção de que poderia ser você ali tocando com os caras (achar que pode tocar a guitarra do Angus é um pouco demais mas ... o blog é meu!). Na última cena do filme Escola de Rock, o Frank Black toca essa música com uns meninos e meninas e é muito legal. Vale a pena ver esse filme num sábado a tarde. Último gole de Chivas e o trio mais divertido do rock arranca com seu hot rod vermelho. Essa Gimme All Your Lovin´ (and all your hugs and kisses too) é muito alto astral; fecha com chave de ouro essa primeira viagem. O Hendrix uma vez falou que o Billy Gibbons era um dos melhores jovens guitarristas do mundo. Todo mundo diz que ele é igual ao Dusty Hill (baixista), mas com uma barba daquele tamanho, óculos escuros e chapéu eu também sou parecido com o Brad Pitt!
That´s it, my friends! Espero que tenham se divertido! Suas opiniões sobre essa playlist, o que você poria ou tiraria são o grande complemento desta brincadeira. Vocês também podem sugerir temas para gerar playlists.
Hasta la vista, babys.