A idéia aqui é semanalmente postar uma Playlist de 10 a 15 músicas para diversas situações ou lugares da vida. Tanto as músicas como a sequência são parte fundamental dessas Playlists. Essas são as Rock´n´lists. Seus comentários sobre as Rock´n´lists ou mesmo sugestões sobre novas situações são os que darão vida a este blog. Enjoy!
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domingo, 13 de março de 2011

Ser um Rockstar no Chuveiro

Todos os amantes do bom e velho rock´n´roll sempre tem o sonho de ser um grande rockstar, principalmente quando se pega cantando a todos os pulmões uma grande música ou mesmo dedilhando solos de guitarra no ar ou destruindo bateriais imaginárias. Que outro lugar pode ser mais interessante para compor o palco do que o chuveiro? De posse de uma escova de cabelo, que funciona como microfone, começamos o nosso grande show de rock.


O setlist proposto:

1. Sepultura - Territory
2. Whitesnake - Give Me All Your Love
3. Deep Purple - Smoke on the Water
4. Led Zeppelin - Kashmir
5. David Coverdale - Last Note of Freedom
6. Ozzy Osbourne - Crazy Train
7. AC/DC - Jailbreak
8. Def Leppard - Animal
9. Aerosmith - Dream On
10. Iron Maiden - The Number of the Beast
11. Van Halen - Why Can´t This Be Love
12. the Doors - Light My Fire
13. Elvis Presley - A Little Less Conversation

Antes de mais nada, não quero que me chamem de anti-ecológico, assim que muitas vezes o chuveiro ficou desligado ao longo das performances. Na verdade, ele foi usado muito como os flashlights do palco. Entrando no palco, começo minha primeira música como baterista (dedos indicadores em riste e lá vamos nós). A introdução do Igor Cavalera em Territory é muito boa: pegada, ritmo e técnica. Um grande baterista que, na minha opninião, junto com o Max davam o espírito do Sepultura. Para mim, a sujeira do Max fazia a diferença e com a sua saída, a banda nunca mais foi a mesma. Gritar "war for territory" logo na primeira música, exorcisa seus demonios mas destrói a sua garganta. Aí vem o Whitesnake: Coverdale e John Sykes mandaram muito bem mas hoje, eu vou de vocal e também toco os solos do Sykes, deixando que ele me suporte com os riffs da base (hahaha). Outro grande vocalista de rock, assim como o Coverdale, o Gillan me chama ao palco para compartilhar os vocais de Smoke on the Water (mas não sem antes passar pelos instrumentos durante a introdução). Fizemos um belo dueto em "smooooooooke on the waaateeer" e bangeamos ao som do riff fantástico do Blackmore (tan tan tan ... tan tan tanan ... tan tan tan ... tan taaaaaan). Outra lenda vocal do rock sobe ao palco para dividirmos Kashmir. O Plant foi simplesmente impressionante! Mais uma vez, os riffs do Page são tão fantásticos como os vocais do Plant e por isso, enquanto canto, vou mandando ver na air guitar para fazer a base de Kashmir. Quando o Coverdale volta ao palco, agora como solo, eu fico apenas contemplando seu vocal, mas na hora em que ele canta sozinho, é impossível não soltar a voz: " ... I know the suffering will end, my friend. When the last note of freedom is rung throughout the land ...". O eco do banheiro contribui para o clima do show e acho que estou mandando benzásso! Depois do momento: maiores vocalistas do rock, vamos a atitude mais rock´n´roll que conheci com o grito de " All aboard !!!". Eu li o livro Eu Sou Ozzy e o cara é muito mais maluco do que eu pensava. Essa música, prima pelos riffs do inesquecível Randy Rhoads. Um músico espetacular e, segundo o livro, uma pessoa incrível. Por isso, nesta etapa do show, prefiro dobrar a guitarra do RR. Chego a tocar de joelhos o solo de Crazy Train. E já que estamos no período "atiitude" do show, nada melhor que AC/DC. Impossível não bangear a cabeça como o Angus ao longo da música (e aqui, atenção: atitude muito perigosa! garanta que seus pés não têm sabão, senão ... hahahaha). Outro som muito legal: Def Leppard. Atitude? Está na letra: " ... I need your touch, don´t need your love ...". Outro exemplo de atitude? Rick Allen. O baterista que, mesmo após perder seu braço, reinventa sua forma de tocar e volta aos palcos com sua banda! Rock´n´roll! E por falar em ressurgir das cinzas, o Aerosmith é um especialista no assunto. Aqui, peço para que o Steve Tyler suba ao palco para compartilharmos Dream On. Fiquei maluco com essa música quando ouvi ao vivo o grito no final da música no show do Morumbi de uns 15 anos atrás. Quase derrubou uma parte da arquibancada! Six ... six, six ... the number of the beast. E lá vamos nós de Iron Maiden. Dispensa adjetivos. Para mim, muito divertido. Resolvi, por mais que eles nunca tenham usado isso, fazer um moicano com o shampoo para melhorar o estilo. Os teclados do Van Halen, anunciam a nova música. Confesso que, como grande fã da banda, fiquei preocupado com o que viria por aí sem o DLR. Em resumo, adorei! Essa foi a primeira música que ouvi do 5150 e adorei essa nova banda. Altíssimo astral nesse momento do show. Já estamos nos encaminhando para o final, assim que vamos com as duas últimas músicas clássicas. Arranco com o eterno Jim Morrison e a eterna Light My Fire e encerro o show com o Rei do Rock, Elvis Presley. Todo mundo sempre gosta de fazer o vozeirão dele (e todos achamos que estamos iguaizinhos). De alma lavada literalmente, termino a minha apresentação. Um pouco de bateria, algo de guitarra e muito vocal.

Saio do banheiro pronto para a sessão de autógrafos mas acho que os seguranças devem ter barrado os fãs pois não há ninguém por aqui. Espero que tenham gostado do show pois eu me diverti muito!

See ya!!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pilotar um Camaro SS V8

Sem querer, acabou que tive a sorte de ficar por uma semana com um Camaro SS 2011! Sem palavras para descrevê-lo ...


Minha sugestão para começar em alto estilo essa fantástica experiência:

1.
2. Aerosmith - Sweet Emotion
3. the Doors - LA Woman
4. Jamiroquai - Cosmic Girl
5. Deep Purple - Highway Star
6. Linkin Park - Numb
7. Van Halen - Dreams
8. Journey - Separate Ways
9. Heart - If Look Could Kill
10. Metallica/Thin Lizzy - Wiskey in the Jar
11. Megadeth - Symphony of Destruction
12. Rage Against the Machine - Killing in the Name
13. Pantera - Cowboys from Hell
14. Steve Vai - For the Love of God

Não. Não é um erro. A primeira música é na verdade ... o som desse V8. Espetacular!!! Uma viagem dessa tem que começar por ouvir o som dessa máquina. Depois de curtir muito o som desse motor, o Aerosmith começa com Sweet Emotion. O baixo hipnótico e a levada dessa música são perfeitos para manter a velocidade de cruzeiro e com ela o sorriso na cara (aliás, é bem difícil tirá-lo do rosto). O som do Doors tem tudo a ver com esse cruzeiro ao sol. Ao gravar essa música o Jim Morrison já estava péssimo; a voz do cara estava uns dois 2 tons a baixo do início da carreira, mas a atitude era a mesma de sempre (já repararam num grito que ele dá no meio da música, totalmente desafinado). O Oliver Stone retratou a banda maravilhosamente bem; as cenas do filme vão passando pela minha cabeça enquanto mantenho velocidade constante. Claro que nesta seqüência não poderia faltar o Jamiroquai. Grande músico, grande colecionador de carros, o JK. Me imagino perseguindo as duas Ferraris (uma preta e uma vermelha) e a Lamborghini (roxa metálica) do clipe da Cosmic Girl. Isso faz com que o pé fique mais pesado ... mais animado. Eu imagino que muitos podem estar dizendo que Highway Star agora é muito clichê; sabem o que eu digo? Também acho! Mas está perfeita aqui porque "nobody´s gonna take my car ...". O Machine Head inteiro é fantástico; Gillan, Blackmore e companhia estão no auge (aliás, eu sou um dos infelizes que não viram o Purple no Olímpia - o Blackmore deu pití e tocava atrás dos PAs e no vocal, o Joe Lynn Turner). É muito difícil ouvir uma música só; uma vez eu li que o Machine Head era a mãe dos riffs de guitarra. Não era exagero. O Linkin Park pode parecer coisa de moleque mas a energia que os dois vocais transmitem na música e a pegada das guitarras transmitem uma energia condizente com a cavalaria do motor Chevrolet. Sem medo de ser feliz, o Van Halen entra com o teclado de Dreams acompanhado do Alex e então, o "novo" vocal do Sammy Hagar. Essa música é um verdadeiro perigo na estrada pois é impossível controlar a velocidade do carro: we´ll get higher and higher, straight up we´ll climb ... leave it all behind. Aqui cabe uma pequeno aparte: eu gosto sim do Van Halen do Sammy e também gosto do Dave Lee Roth; são duas bandas fabulosas e ponto final (tive a oportunidade de vê-los em Atlanta em 2008 com o Dave Lee Roth; uma das coisas para se fazer antes de morrer); não tem melhor nem pior. São apenas diferentes. Seguindo o espírito de "dar final" no carro (só o espírito pois não tive coragem para tanto), emplaco duas músicas no mesmo estilo de energia de Dreams: Journey e Heart. Hollywood é o sucesso, diria. o Journey vem aí para um show em SP. Vi em DVD esse novo vocalista e o cara não decepciona nada; muito pelo contrário. Vale a pena conferir. E o Heart? Banda de rock de mulheres sempre teve que passar por cima de preconceitos mas elas conseguiram ocupar um espaço super-restrito junto com a Joan Jett, Lita Ford etc. Hoje, com 60 anos, não são exatamente mais umas gatinhas, se é que me entendem. Entrando agora mais no rock´n roll, começa a rolar Wiskey in the Jar. Eu aqui listei a versão do Garage Inc do Metallica porque acho que ficou ótima, mas em homenagem ao Gary Moore, que morreu na semana passada, vou trocá-la pela versão do Thin Lizzy. Grande guitarrista o Gary Moore. A jam session no céu tá ficando espetacular. Metallica? Então lá vem o Mustaine. Adoro o riff dessa música. Headbanger. Não me esqueço de quando conseguimos um backstage de última hora para o Monsters of Rock no Pacaembú e chegamos na pista no exato minuto que o Megadeth estava começando a tocar Symphony of Destruction. Estavam esperando nós chegarmos! Muito cuidado agora, pois com o jeitinho meigo do Zakk de la Rocha e do Phil Anselmo, tudo pode acontecer. Desde resolver não mais fazer curvas como gritar com todos os que forem ultrapassados. Nada como o RATM e o Pantera para soltar os bichos, acelerar fundo e então, de alma lavada (e aquele sorriso imbecil ainda no rosto), viajar nos acordes celestiais do aluno mais aplicado do Satriani.  O Vai disse que ficou não sei quantos dias sem comer para poder compor essa música; para que ela tivesse sentimento. De fato, sentimento é o que não falta aqui.

Aqui vai chegando o final de mais essa viagem. Espero que tenham se divertido tanto quanto eu me diverti. Confesso que eu ia colocar na Rock´n´list a música Crossfire do imortal Stevie Ray Vaughan mas eu me lembrei da primeira vez que ouvi essa música e desisti de fazê-lo. Me explico melhor: estava eu no Monza hatch 83 da minha mãe ouvindo rádio (Rio de Janeiro com equalizador Tojo) quando começou a tocar Crossfire. Fiquei louco e tive que estacionar o carro na República do Líbano para poder prestar atenção na música e no que o SRV estava fazendo, portanto para evitar colisões, preferi não incluí-la nessa Rock´n´list mas seguramente aparecerá em outras.

Abs a todos