
Minha sugestão para começar em alto estilo essa fantástica experiência:
1.
2. Aerosmith - Sweet Emotion
3. the Doors - LA Woman
4. Jamiroquai - Cosmic Girl
5. Deep Purple - Highway Star
6. Linkin Park - Numb
7. Van Halen - Dreams
8. Journey - Separate Ways
9. Heart - If Look Could Kill
10. Metallica/Thin Lizzy - Wiskey in the Jar
11. Megadeth - Symphony of Destruction
12. Rage Against the Machine - Killing in the Name
13. Pantera - Cowboys from Hell
14. Steve Vai - For the Love of God
Não. Não é um erro. A primeira música é na verdade ... o som desse V8. Espetacular!!! Uma viagem dessa tem que começar por ouvir o som dessa máquina. Depois de curtir muito o som desse motor, o Aerosmith começa com Sweet Emotion. O baixo hipnótico e a levada dessa música são perfeitos para manter a velocidade de cruzeiro e com ela o sorriso na cara (aliás, é bem difícil tirá-lo do rosto). O som do Doors tem tudo a ver com esse cruzeiro ao sol. Ao gravar essa música o Jim Morrison já estava péssimo; a voz do cara estava uns dois 2 tons a baixo do início da carreira, mas a atitude era a mesma de sempre (já repararam num grito que ele dá no meio da música, totalmente desafinado). O Oliver Stone retratou a banda maravilhosamente bem; as cenas do filme vão passando pela minha cabeça enquanto mantenho velocidade constante. Claro que nesta seqüência não poderia faltar o Jamiroquai. Grande músico, grande colecionador de carros, o JK. Me imagino perseguindo as duas Ferraris (uma preta e uma vermelha) e a Lamborghini (roxa metálica) do clipe da Cosmic Girl. Isso faz com que o pé fique mais pesado ... mais animado. Eu imagino que muitos podem estar dizendo que Highway Star agora é muito clichê; sabem o que eu digo? Também acho! Mas está perfeita aqui porque "nobody´s gonna take my car ...". O Machine Head inteiro é fantástico; Gillan, Blackmore e companhia estão no auge (aliás, eu sou um dos infelizes que não viram o Purple no Olímpia - o Blackmore deu pití e tocava atrás dos PAs e no vocal, o Joe Lynn Turner). É muito difícil ouvir uma música só; uma vez eu li que o Machine Head era a mãe dos riffs de guitarra. Não era exagero. O Linkin Park pode parecer coisa de moleque mas a energia que os dois vocais transmitem na música e a pegada das guitarras transmitem uma energia condizente com a cavalaria do motor Chevrolet. Sem medo de ser feliz, o Van Halen entra com o teclado de Dreams acompanhado do Alex e então, o "novo" vocal do Sammy Hagar. Essa música é um verdadeiro perigo na estrada pois é impossível controlar a velocidade do carro: we´ll get higher and higher, straight up we´ll climb ... leave it all behind. Aqui cabe uma pequeno aparte: eu gosto sim do Van Halen do Sammy e também gosto do Dave Lee Roth; são duas bandas fabulosas e ponto final (tive a oportunidade de vê-los em Atlanta em 2008 com o Dave Lee Roth; uma das coisas para se fazer antes de morrer); não tem melhor nem pior. São apenas diferentes. Seguindo o espírito de "dar final" no carro (só o espírito pois não tive coragem para tanto), emplaco duas músicas no mesmo estilo de energia de Dreams: Journey e Heart. Hollywood é o sucesso, diria. o Journey vem aí para um show em SP. Vi em DVD esse novo vocalista e o cara não decepciona nada; muito pelo contrário. Vale a pena conferir. E o Heart? Banda de rock de mulheres sempre teve que passar por cima de preconceitos mas elas conseguiram ocupar um espaço super-restrito junto com a Joan Jett, Lita Ford etc. Hoje, com 60 anos, não são exatamente mais umas gatinhas, se é que me entendem. Entrando agora mais no rock´n roll, começa a rolar Wiskey in the Jar. Eu aqui listei a versão do Garage Inc do Metallica porque acho que ficou ótima, mas em homenagem ao Gary Moore, que morreu na semana passada, vou trocá-la pela versão do Thin Lizzy. Grande guitarrista o Gary Moore. A jam session no céu tá ficando espetacular. Metallica? Então lá vem o Mustaine. Adoro o riff dessa música. Headbanger. Não me esqueço de quando conseguimos um backstage de última hora para o Monsters of Rock no Pacaembú e chegamos na pista no exato minuto que o Megadeth estava começando a tocar Symphony of Destruction. Estavam esperando nós chegarmos! Muito cuidado agora, pois com o jeitinho meigo do Zakk de la Rocha e do Phil Anselmo, tudo pode acontecer. Desde resolver não mais fazer curvas como gritar com todos os que forem ultrapassados. Nada como o RATM e o Pantera para soltar os bichos, acelerar fundo e então, de alma lavada (e aquele sorriso imbecil ainda no rosto), viajar nos acordes celestiais do aluno mais aplicado do Satriani. O Vai disse que ficou não sei quantos dias sem comer para poder compor essa música; para que ela tivesse sentimento. De fato, sentimento é o que não falta aqui.
Aqui vai chegando o final de mais essa viagem. Espero que tenham se divertido tanto quanto eu me diverti. Confesso que eu ia colocar na Rock´n´list a música Crossfire do imortal Stevie Ray Vaughan mas eu me lembrei da primeira vez que ouvi essa música e desisti de fazê-lo. Me explico melhor: estava eu no Monza hatch 83 da minha mãe ouvindo rádio (Rio de Janeiro com equalizador Tojo) quando começou a tocar Crossfire. Fiquei louco e tive que estacionar o carro na República do Líbano para poder prestar atenção na música e no que o SRV estava fazendo, portanto para evitar colisões, preferi não incluí-la nessa Rock´n´list mas seguramente aparecerá em outras.
Abs a todos