A idéia aqui é semanalmente postar uma Playlist de 10 a 15 músicas para diversas situações ou lugares da vida. Tanto as músicas como a sequência são parte fundamental dessas Playlists. Essas são as Rock´n´lists. Seus comentários sobre as Rock´n´lists ou mesmo sugestões sobre novas situações são os que darão vida a este blog. Enjoy!
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domingo, 3 de abril de 2011

Pescar King Crab no Alasca

Sair com aqueles enormes barcos de pesca no Mar de Bering com ondas de mais de 10 metros e temperaturas abaixo de zero para pescar carangueijos com mais uns 10 caras é realmente muito rock´n´roll! Por isso, minha sugestão de Rock´n´list desta semana serviria de trilha sonora para essa aventura.


Aí vai a sugestão:

Antes de embarcar, sempre há um momento para que se possa tomar umas cervejas e jogar conversa fora com os demais "marujos" ao som de um dos maiores gogós do rock de todos os tempos. O já saudoso Dio arranca com Holy Diver. Como um baixinho daqueles pode ter aquele vozeirão? Inspirador para qualquer doido que está disposto a sair pelo Alasca atrás de carangueijos! Para o momento do embarque, esta música do Creed que eles criaram por conta da morte de um grande amigo. O Creed é uma banda na onda do Pearl Jam; na verdade, com os vocais na linha do Eddie Veder mas com uma guitarra mais pesada e "mais na cara" do que o Pearl Jam. O questionamento dessa música tem muita relação com o que está por vir. Há uma frase em um desenho do Pica Pau que diz: "Is this trip really necessary?". É isso mesmo. A saída da baía é bastante tranquila, mas basta entrar mar adentro para começar a supor o que será essa viagem com Axl gritando Welcome to the Jungle! Uma pausa aqui para relembrar o impacto brutal que o Appetite for Destruction causou quando foi lançado há mais de 20 anos atrás (é isso mesmo, o tempo passa). Lembro de ficar paralisado ao ouví-lo; tudo era fantástico: a guitarra do Slash e os vocais do Axl principalmente. Um clássico! Voltando ao Mar de Bering, a primeira reação ao splashes de água congelante é I Wanna Rock! A hora agora é de começar a colocar as iscas nos covos e lançá-los na água e o bicho vai pegando pesado enquanto o Zack De La Rocha vai gritando pelos autofalantes: " ... rally round tha family! with a pocket full of shells ...". Trabalho pesado. Seu resultado é totalmente incerto. Esses covos voltarão cheios de carangueijo ou terá sido  trabalho em vão? O clima segue com Man In The Box e um dos riffs mais marcantes dos anos 90. Hora de comer uma gororoba no "aconchego" do barco. Chris Cornell vem com Outshined e o tempo vai passando, preparando as coisas para recolher os covos deixados durante várias horas no mar. Quando chega a hora de voltar lá para fora com aquele frio cortante, roupas sempre molhadas do mar e o trabalho pesado, Cobain começa a gritar enchendo a todos de coragem e energia. A noite cai e começam a puxar os covos do mar. O Living Things mantém a energia e ... os covos vêm cheios de carangueijos enormes. Essa banda de três irmãos de St Louis tem uma pegada que mistura o punk dos Ramones com o rock´n´roll do Guns. Um som muito bom e divertido. Vale experimentar. Agora, além do frio, do mar gelado e do trabalho duro, vem o cansaço e a noite. Que tormento! Nada melhor do que o Mastodon. Suas capas de disco possuem diversos desenhos interessantes, mas a que me vem a cabeça é a do Leviathan. Vendo a situação como estava, qualquer um diria que uma baleia branca imensa sairia do mar exatamente abaixo do barco e virá-lo de cabeça para baixo. Após puxar todos os covos e ver que os porões estão completamente lotados de carangueijos, ainda há um resto de energia e todos comemoram ao som do Green Day. O retorno ao porto é regado ao vocal elástico do STP. Ainda há que se descarregar e ficar de olho na pesagem para então começar tudo de novo.

Sujo, muuuito fedidos, cansados, todos estão dispostos a mais outra viagem dessa com os bolsos cheios de dólares da pesca bem sucedida. That´s Rock´n´roll!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pilotar um Camaro SS V8

Sem querer, acabou que tive a sorte de ficar por uma semana com um Camaro SS 2011! Sem palavras para descrevê-lo ...


Minha sugestão para começar em alto estilo essa fantástica experiência:

1.
2. Aerosmith - Sweet Emotion
3. the Doors - LA Woman
4. Jamiroquai - Cosmic Girl
5. Deep Purple - Highway Star
6. Linkin Park - Numb
7. Van Halen - Dreams
8. Journey - Separate Ways
9. Heart - If Look Could Kill
10. Metallica/Thin Lizzy - Wiskey in the Jar
11. Megadeth - Symphony of Destruction
12. Rage Against the Machine - Killing in the Name
13. Pantera - Cowboys from Hell
14. Steve Vai - For the Love of God

Não. Não é um erro. A primeira música é na verdade ... o som desse V8. Espetacular!!! Uma viagem dessa tem que começar por ouvir o som dessa máquina. Depois de curtir muito o som desse motor, o Aerosmith começa com Sweet Emotion. O baixo hipnótico e a levada dessa música são perfeitos para manter a velocidade de cruzeiro e com ela o sorriso na cara (aliás, é bem difícil tirá-lo do rosto). O som do Doors tem tudo a ver com esse cruzeiro ao sol. Ao gravar essa música o Jim Morrison já estava péssimo; a voz do cara estava uns dois 2 tons a baixo do início da carreira, mas a atitude era a mesma de sempre (já repararam num grito que ele dá no meio da música, totalmente desafinado). O Oliver Stone retratou a banda maravilhosamente bem; as cenas do filme vão passando pela minha cabeça enquanto mantenho velocidade constante. Claro que nesta seqüência não poderia faltar o Jamiroquai. Grande músico, grande colecionador de carros, o JK. Me imagino perseguindo as duas Ferraris (uma preta e uma vermelha) e a Lamborghini (roxa metálica) do clipe da Cosmic Girl. Isso faz com que o pé fique mais pesado ... mais animado. Eu imagino que muitos podem estar dizendo que Highway Star agora é muito clichê; sabem o que eu digo? Também acho! Mas está perfeita aqui porque "nobody´s gonna take my car ...". O Machine Head inteiro é fantástico; Gillan, Blackmore e companhia estão no auge (aliás, eu sou um dos infelizes que não viram o Purple no Olímpia - o Blackmore deu pití e tocava atrás dos PAs e no vocal, o Joe Lynn Turner). É muito difícil ouvir uma música só; uma vez eu li que o Machine Head era a mãe dos riffs de guitarra. Não era exagero. O Linkin Park pode parecer coisa de moleque mas a energia que os dois vocais transmitem na música e a pegada das guitarras transmitem uma energia condizente com a cavalaria do motor Chevrolet. Sem medo de ser feliz, o Van Halen entra com o teclado de Dreams acompanhado do Alex e então, o "novo" vocal do Sammy Hagar. Essa música é um verdadeiro perigo na estrada pois é impossível controlar a velocidade do carro: we´ll get higher and higher, straight up we´ll climb ... leave it all behind. Aqui cabe uma pequeno aparte: eu gosto sim do Van Halen do Sammy e também gosto do Dave Lee Roth; são duas bandas fabulosas e ponto final (tive a oportunidade de vê-los em Atlanta em 2008 com o Dave Lee Roth; uma das coisas para se fazer antes de morrer); não tem melhor nem pior. São apenas diferentes. Seguindo o espírito de "dar final" no carro (só o espírito pois não tive coragem para tanto), emplaco duas músicas no mesmo estilo de energia de Dreams: Journey e Heart. Hollywood é o sucesso, diria. o Journey vem aí para um show em SP. Vi em DVD esse novo vocalista e o cara não decepciona nada; muito pelo contrário. Vale a pena conferir. E o Heart? Banda de rock de mulheres sempre teve que passar por cima de preconceitos mas elas conseguiram ocupar um espaço super-restrito junto com a Joan Jett, Lita Ford etc. Hoje, com 60 anos, não são exatamente mais umas gatinhas, se é que me entendem. Entrando agora mais no rock´n roll, começa a rolar Wiskey in the Jar. Eu aqui listei a versão do Garage Inc do Metallica porque acho que ficou ótima, mas em homenagem ao Gary Moore, que morreu na semana passada, vou trocá-la pela versão do Thin Lizzy. Grande guitarrista o Gary Moore. A jam session no céu tá ficando espetacular. Metallica? Então lá vem o Mustaine. Adoro o riff dessa música. Headbanger. Não me esqueço de quando conseguimos um backstage de última hora para o Monsters of Rock no Pacaembú e chegamos na pista no exato minuto que o Megadeth estava começando a tocar Symphony of Destruction. Estavam esperando nós chegarmos! Muito cuidado agora, pois com o jeitinho meigo do Zakk de la Rocha e do Phil Anselmo, tudo pode acontecer. Desde resolver não mais fazer curvas como gritar com todos os que forem ultrapassados. Nada como o RATM e o Pantera para soltar os bichos, acelerar fundo e então, de alma lavada (e aquele sorriso imbecil ainda no rosto), viajar nos acordes celestiais do aluno mais aplicado do Satriani.  O Vai disse que ficou não sei quantos dias sem comer para poder compor essa música; para que ela tivesse sentimento. De fato, sentimento é o que não falta aqui.

Aqui vai chegando o final de mais essa viagem. Espero que tenham se divertido tanto quanto eu me diverti. Confesso que eu ia colocar na Rock´n´list a música Crossfire do imortal Stevie Ray Vaughan mas eu me lembrei da primeira vez que ouvi essa música e desisti de fazê-lo. Me explico melhor: estava eu no Monza hatch 83 da minha mãe ouvindo rádio (Rio de Janeiro com equalizador Tojo) quando começou a tocar Crossfire. Fiquei louco e tive que estacionar o carro na República do Líbano para poder prestar atenção na música e no que o SRV estava fazendo, portanto para evitar colisões, preferi não incluí-la nessa Rock´n´list mas seguramente aparecerá em outras.

Abs a todos